Onde encontro um modelo?


918  1 de julho de 2019

Tenho recebido seguidamente elogios por parte de alunos que assistem minhas aulas com relação a minha postura prática, algo que me deixa imensamente gratificado pelo esforço que demando em minha atividade acadêmica e reflexivo no que tange ao campo do marketing, o que me resulta diagnósticos, talvez um tanto imprecisos e tendenciosos, porém com justificativas no mínimo aceitáveis.
Não sou teórico, político, reflexivo/teórico, sequer moderado, sou sincero (talvez o pior de tudo) e expresso minha sinceridade (essa é a pior), ou seja, estou fora de um estereótipo padronizado por uma juventude que nos cercou até pouco tempo, conclusão que chego: a geração Z quebrou mais um padrão, ou seja, não temos mais padrões, ou pelo menos estamos nos encaminhando para isso.
Somos filhos de uma geração modelada e por vezes acomodada, ainda temos resquícios dessa época bem presentes em nossas vidas, nossos filhos ainda vão para a escola todos vestidos iguais, de uniforme, ainda sentam um atrás do outro e por vezes entram na aula em filas, herança talvez de um militarismo ainda presente, ou no mínimo de uma sociedade presa a padrões.
A geração que começa aos poucos a nos comandar, começa de martelo a quebrar grandes muralhas, deverão cair alguns pré-conceitos, e principalmente algumas ações modeladas pela simples justificativa do conforto em não ousar.
Certa vez ouvi de um palestrante que a filha observava a mãe fritar um peixe e que esta cortava o rabo do peixe para fritá-lo, questionando-a sobre tal ato, a mãe explicou: faço isso porque sempre vi sua avó fazer assim. Questionadora (comportamento típico da geração Y) a jovem foi até a avó e ouviu a mesma explicação, desta vez usando a bisavó como exemplo, ao chegar na última responsável, a jovem ouviu a seguinte explicação: cortava o rabo do peixe porque minha frigideira era pequena e não cabia o animal inteiro, três gerações de comodismo e sem questionamento, estamos chegando ao fim, Aleluia!